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Freguesia da Nespereira com uma população de aproximadamente 1200 habitantes, Nespereira é uma das freguesias mais
populosas e desenvolvidas do concelho de Gouveia e até mesmo do distrito da Guarda. Sem localidades anexas é, no entanto,
constituída por quatro bairros: Carvalha, Sto António, Salpicão e o povo. Estes estão separados por uma pequena ribeira e
nela atravessa uma histórica ponte romana, que faz parte de uma das quatro calçadas romanas ainda existentes, que unem
aquela aldeia ao seu concelho.
Há quem suponha que o seu topónimo provenha do nome de Inês Pereira, uma lendária mulher, que em tempos construiu a
'Casa do Rio', considerada pelo povo como 'casa mãe', na qual todos os dias era dada uma sopa e dormida a quem mais
precisasse e ali recorresse.
Além de Inês Pereira, esta freguesia foi povoada por várias personalidades, que ali deixaram marcas que hoje fazem
dela um lugar a visitar. Fundada por famílias nobres, Nespereira recorda ainda hoje, nomes de famílias como,
'Os Melos Freires, os Portugais e os Osórios', destacando-se desta última Jerónimo Osório que embora fizesse parte da
realeza, os seus ideais liberais levaram-no a repartir com o povo algumas 'querelas' de terra para seu sustento
A Lenda do general
A Quinta do Paço, onde existe um largo com uma fonte e dentro dele uma antiga capela da Sª da Encarnação, onde
está sepultado um antigo general da armada portuguesa.
Associado a este general, existe uma lenda que nos remete para o tempo em que o rei visitava as 'gentes nobres' que ali
viviam. A lenda começa por nos dizer que na visita do Rei D. João II a esta aldeia, este general deixou cair o púcaro em
que dava água a sua realeza, pois, estava nervoso, provocando o riso a todos aqueles que ali estavam. O rei responde com
delicadeza a esta reacção, afirmando que aquele deixou cair o púcaro, mas nuca deixou cair a espada nas guerras em África.
A Igreja Matriz, um monumento antigo que se situa no centro do povoado e que tem como orago a Senhora da Graça.
Também no centro se situa a Fonte do Pipo, bastante invulgar e característica, revelando a importância da vinicultura
para aquela freguesia. Descendo a calçada em direcção a ribeira, deparamo-nos com a capela do senhor dos Aflitos,
onde todos os anos se realizam a festividade em sua honra. Ao passarmos a ponte romana, encontramo-nos no Bairro de
S.to António e com a capela em sua devoção neste mesmo bairro, um tribunal romano com 6 cadeiras, esculpidas numa
enorme laje e protegidas por um gradeamento
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